Torre de Palma por dentro
Vinha, pequena adega, arquitetura e paisagem revelam como o vinho pode organizar uma experiência inteira de hospitalidade.

Dia 03 · 31 de agosto de 2026
No Mouchão, Iain Reynolds Richardson, Hamilton Reis e a chef Eva Lafita transformam a história da propriedade em almoço, conversa e vinho. Depois, a estrada conduz da planície alentejana ao granito do Dão.
A razão deste dia
O dia começa entre vinhas e ruínas romanas e encontra, no Mouchão, uma das expressões mais profundas do Alentejo. Depois, a estrada muda de altitude, clima e textura até chegar aos jardins históricos da Casa da Ínsua.

O dia em movimentos
Vinha, pequena adega, arquitetura e paisagem revelam como o vinho pode organizar uma experiência inteira de hospitalidade.
Iain Reynolds Richardson e Hamilton Reis recebem-nos entre lagares e tonéis para uma vertical histórica; depois, a Chef Eva Lafita prolonga a conversa num almoço privado de inspiração alentejana.
A Casa da Ínsua recebe a viagem como um ecossistema de patrimônio, jardins, agricultura, vinho e hospitalidade.
Iain Reynolds Richardson, proprietário e responsável pela viticultura e enologia; Hamilton Reis, enólogo residente; Gonçalo Alves e a equipe da Casa da Ínsua.
Almoço privado no Mouchão pela Chef Eva Lafita, à mesa com Iain Reynolds Richardson e Hamilton Reis.
Casa da Ínsua
Para viver bem o dia
A programação detalhada e eventuais ajustes serão comunicados pela equipe WCE. Apoio: +351 912 888 139.
Alentejo · o tempo como matéria
Lagares, tonéis, vinhas e garrafas de biblioteca formam no Mouchão um sistema vivo, conduzido por pessoas que conhecem a propriedade por dentro. O passado não é cenário: continua orientando escolhas.
Depois, a planície cede espaço ao granito, aos jardins e a outra escala agrícola. A estrada para a Casa da Ínsua prepara o paladar para a linguagem mais contida do Dão.
A história permanece legível no modo de cultivar, vinificar, guardar e servir.
Comparar colheitas mostra como safra, tempo e evolução transformam um mesmo vinho.
Mudam relevo, vegetação, temperatura e arquitetura; muda também a expectativa no copo.
As pessoas dão voz ao lugar
Mouchão · propriedade, vinha e enologia
Mouchão · enólogo residente
Almoço privado · cozinha alentejana
Dão · patrimônio e hospitalidade
O vinho como linguagem
Profundidade e identidade sem separar o vinho do lugar.
Seleção, concentração e longevidade dentro da linguagem da casa.
O tempo transforma raridade em memória compartilhada.
Durante o percurso
Quando proprietário, enólogo e chef se sentam à mesma mesa, a história passa a ser vivida por dentro.
Caderno de leitura · Mouchão
Uma prova vertical organiza diferentes colheitas do mesmo vinho e permite observar aquilo que uma visita isolada raramente mostra: continuidade. Variações de ano, evolução em garrafa e decisões de adega aparecem lado a lado. A experiência é especialmente potente no Mouchão porque o tempo está presente também nos lagares, tonéis e na relação familiar com a propriedade.
A mesa com Iain Reynolds Richardson, Hamilton Reis e Eva Lafita adiciona três perspectivas: visão de proprietário, intimidade técnica do enólogo residente e tradução gastronômica do território. A conversa não separa vinha, adega e cozinha; mostra como cada parte ajuda a preservar uma identidade.
Vocabulário do dia
Prova de diferentes colheitas de um mesmo vinho. Serve para ler evolução, constância e resposta de cada ano.
Grande recipiente de madeira que participa da linguagem histórica da casa e do amadurecimento de vinhos emblemáticos.
Acervo de colheitas guardadas pela propriedade. É memória material, referência técnica e testemunho do tempo.
A capacidade de uma tradição permanecer reconhecível enquanto responde às condições de cada geração e safra.
Para levar à conversa
O Mouchão ensina que longevidade não é apenas durar: é continuar fazendo sentido quando o tempo muda tudo ao redor.
Para guardar
No Mouchão, a tradição não é cenário. É um gesto que continua vivo.