Da aldeia à Bairrada
A mudança de paisagem prepara uma nova linguagem de vinho, marcada pela influência atlântica e pela personalidade da Baga.

Dia 06 · 3 de setembro de 2026
Com Luís Pato e a família, a Baga é contada à mesa e a partir das vinhas. O dia continua na Bairrada antes de encontrar, em Ílhavo, outra tradição portuguesa feita de precisão e permanência.
A razão deste dia
A estrada deixa a pedra de Marialva e encontra a Bairrada através de uma de suas vozes mais emblemáticas. Com Luís Pato, Baga, vinhas velhas e pé franco deixam de ser conceitos e tornam-se decisões, riscos e biografia.


O dia em movimentos
A mudança de paisagem prepara uma nova linguagem de vinho, marcada pela influência atlântica e pela personalidade da Baga.
Um almoço com Luís Pato e a família une vinhos de parcela, pé franco, castas singulares e uma conversa direta com quem redefiniu a ambição contemporânea da região.
Em Ílhavo, porcelana, cultura material, design e hotelaria ampliam a curadoria para outras formas portuguesas de criar beleza.
Luís Pato, família e equipe; anfitriões do Montebelo Vista Alegre Ílhavo.
Almoço regional à mesa com Luís Pato e a família, integrado à prova dos vinhos de topo.
Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel
Para viver bem o dia
A programação detalhada e eventuais ajustes serão comunicados pela equipe WCE. Apoio: +351 912 888 139.
Bairrada · a Baga contada à mesa
Luís Pato fez da Baga um campo permanente de investigação. Desengace, madeira, vinhas velhas, pé franco, castas raras e parcelas são respostas a perguntas concretas, não recursos de estilo.
À mesa com o produtor e a família, o grupo conversa sobre decisões e riscos. Vista Alegre amplia depois o capítulo para porcelana, design e cultura material portuguesa.
O trabalho iniciado nos anos 1980 mostrou que a Baga poderia alcançar outra ambição e longevidade.
Os vinhos de vinha única lançados em 1995 explicitaram a voz própria de cada lugar.
Vista Alegre apresenta outra tradição baseada em matéria, desenho, fogo, técnica e permanência.
As pessoas dão voz ao lugar
Produtor · uma vida dedicada à Baga
Continuidade e conversa
Porcelana, design e patrimônio
O vinho como linguagem
Vinha, método e acidez revelam a energia da Bairrada.
Baga, parcela e a singularidade do pé franco.
Curiosidade e recusa em reduzir a região a uma fórmula.
Durante o percurso
A tradição da Bairrada permanece viva porque continua sendo questionada por quem a conhece profundamente.
Caderno de leitura · Bairrada
A Baga é uma casta exigente tanto na vinha quanto na interpretação. Sua acidez e seus taninos podem construir vinhos de grande longevidade, desde que cada decisão respeite matéria-prima e tempo. A trajetória de Luís Pato torna visível uma sequência de experiências que ajudou a mudar a ambição moderna da região.
Pé franco, vinhas de parcela e Sercialinho não aparecem como curiosidades. São resultados de uma investigação continuada. Ouvir o próprio produtor permite ligar cada solução ao problema que a originou e perceber que inovação também pode ser uma forma de fidelidade ao território.
Vocabulário do dia
Casta tinta central da Bairrada, conhecida por acidez, tanino e grande capacidade de evolução quando bem interpretada.
Videira plantada sem enxertia sobre porta-enxerto. Aqui, torna-se parte de uma pesquisa de vinha e identidade.
Vinho produzido para expressar um lugar específico, permitindo comparar pequenas diferenças dentro da região.
Casta branca associada ao trabalho experimental de Luís Pato e a uma leitura singular de frescor e longevidade.
Para levar à conversa
À mesa com Luís Pato, a biografia da Bairrada aparece como sucessão de perguntas transformadas em vinho.
Para guardar
A tradição continua quando alguém tem coragem de questioná-la.